Há pouco tempo recebi através do Twitter um artigo do blog njovem com este mesmo título.
O blog faz um balanço entre as mídias sociais e o email e traz afirmações de especialistas no assunto, inclusive da diretora de operações do Facebook, que afirma que as mídias sociais serão substituídas pelo email, e textos referenciais de outros sites, como este e este.
Não tenho a intenção de fazer o mesmo neste espaço e realizar um verdadeiro debate sobre o assunto, afinal, para mim, são duas formas de comunicação muito diferentes, e não há dúvidas: O email não vai acabar tão cedo.
O surgimento de uma nova mídia, não substitui outra. A televisão não substituiu o rádio. O email não substituiu o telefone.
O surgimento de novas mídias só traz novas opções para realizar a mesma tarefa de outra forma.
E acreditem, como eu disse no começo deste artigo, o email não vai acabar tão cedo, pelo contrário, as grandes companhias estão dispostas a fazer de seus serviços de webmail o melhor. Há pouco tempo atrás, os webmails eram simples. À medida que a internet foi evoluindo, trazendo consigo novas linguagens e novas tecnologias, os serviços de email evoluíram junto. Hoje temos calendário virtual, agregadores RSS e diversos outros gadgets que podem ser instalados em seu webmail, inclusive serviços de Mensagens Instantâneas (os chamados Instant Messengers), que já era utilizado há anos interagindo o GMail ao GTalk e o Yahoo! Mail ao Yahoo! Messenger, e apenas recentemente foi aplicado ao webmail da Microsoft, interagindo o Windows Live Hotmail ao Windows Live Messenger.
As mídias sociais são o ápice da internet na atualidade. Serviços como o Facebook, Twitter e o Foursquare são verdadeiros fenômenos online. Mas possuem uma característica diferente do email, e também do messenger. Há quem use um rede social como email. Há quem use uma rede social como messenger. Já me deparei com gente no Twitter me respondendo: “O Twitter é meu, faço o que eu quiser”; mas não é bem por aí, afinal de contas, quem está sendo bombardeado de floods entre uma pessoa e outra, sou eu. Algumas conversas são interessantes, são engraçadas, são produtivas. Mas há algumas conversas pessoais, algumas que não precisam estar publicamente numa rede social, e que podem ser trocadas por email, ou, melhor ainda, pelo messenger.
Uma rede social possui um objetivo diferente do email.
O email é seu endereço pessoal na internet. É onde você recebe suas cartas, suas correspondências. Apenas você lê, e se você quiser compartilhar com alguém, você simplesmente mostra.
As redes sociais são ferramentas para interagir com outras pessoas, trocar conhecimentos e informações, de forma mais dinâmica e mais divertida do que no email. Como num encontro com amigos, por exemplo, onde você conversa com um amigo, mas todos os outros amigos da mesa estão te ouvindo e acompanhando a conversa, e podem até dar seus palpites.
As redes sociais até possuem ferramentas para troca de mensagens pessoais, como num email, mas desculpe, não troco meu email do Google, com todas as funcionalidades que disponho, por uma mensagem pessoal numa rede social, onde possuo limite quanto ao número de caracteres desta mensagem, não há opções para formatação ou destaque em partes do texto. É como estar naquela roda de amigos que citei à pouco, e cochichar no ouvido de uma pessoa.
Hoje recebi, também através do Twitter, a informação que saiu a primeira pesquisa sobre mídias sociais no Brasil, feita pelo IBOPE Nielsen Online, e, como eu já esperava, o resultado mostra que apenas 2% dos usuários utilizam as redes sociais em substituição ao email. A pesquisa completa foi publicada no site do IBOPE e pode ser conferida na íntegra aqui. Vale a pena.
Meu nome é Julio Cesar de Faria, tenho 24 anos e sou formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda.

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