Bom, a nova versão do Ubuntu foi lançada pela Canonical no último dia 29. Infelizmente não consegui realizar os testes e efetuar meus registros sobre as primeiras impressões aqui no jcfariaLog logo após o lançamento.
De qualquer modo, agora já é possível encontrar dezenas de “primeiras impressões” espalhadas por diversos blogs pela internet a fora. Portanto decidi fazer um post com algumas considerações e dicas sobre esta nova versão. Tudo visando ajudar você, que quer aprender mais sobre este sistema que acaba de ser lançado.
Logo nos primeiros instantes observei o Nautilus. Percebi que já não havia mais o botão para alternar entre a barra de navegação para a barra de endereços, como nas versões anteriores. Eu particularmente gosto muito da barra de endereços, muitas vezes é mais rápido para visitarmos um diretório.
Mas mesmo estando com a barra de navegação, ao digitarmos Ctrl + L, ela muda automaticamente para a barra de endereços já pronta para digitarmos (assim como a barra de endereços dos mais conhecidos navegadores web, onde com o mesmo comando a barra de endereços é selecionada).
Mas não se preocupe, caso queira a barra de endereços, é possível fazer uma configuração no Nautilus para que ele passe a exibir apenas ela, ao invés da barra de navegação. Para isto, Aperte ALT + F2 para exibir a janela de execução, digite gconf-editor e aperte ENTER. Uma janela de configuração do Gnome irá se abrir. Nela, siga o seguinte caminho: /apps/nautilus/preferences. Marque a opção aways_use_location_entry, assim, em todas as janelas do Nautilus, será exibida a barra de endereços, ao invés da barra de navegação.
Como no mundo Livre de GNU/Linux tudo é customizável, neste mesmo programa de configuração podemos alterar a ordem dos botões de ação da janela, que nas versões anteriores seguia o padrão mais conhecido: “minimizar, maximizar e fechar” ao lado direito da janela. Agora, os botões de ação estão mais parecidos com o padrão do Mac OS X, do lado esquerdo das janelas, na seguinte ordem: fechar, minimizar e maximizar. Para alterar esta ordem, abra o gconf-editor e siga o caminho /apps/matacity/general, localize a opção button_layout e dê um duplo clique nela. Nesta janelinha que se abriu é possível fazer a configuração, sendo as variáveis aceitas: “minimize” para minimizar, “maximize” para maximizar, “close” para fechar, “spacer” para um separador do tamanho de um botão e ”menu” para um botão de menu (exitente na versão 9.10) com as mesmas opções que aparecem ao clicar com o botão direito do mouse sobre a barra de títulos. A configuração é simples, basta colocar as variáveis desejadas na ordem que quer que ela apareça, e uma simples virgula entre uma e outra, separando elas. Note que a configuração padrão é “close,minimize,maximize:”, exatamente como vimos: variáveis na ordem e uma virgula entre uma e outra. No final deste campo temos dois pontos, que significa que o que aparece antes deles, fica à esquerda, e o que aparece depois, fica à direita. Portanto, se quiser fazer com que apareça um botão de menu do lado esquerdo e no lado direito os botões de ação na ordem clássica: minimizar, maximizar e fechar, deve-se setar o seguinte valor: “menu:minimize,maximize,close”, como no exemplo abaixo.
Com o gconf-editor é possível fazer inumeras outras configurações, mas eu não recomendo realizar alguma caso não saiba o que esteja fazendo.
Outra coisa que gostei no Nautilus, é que além da navegação por abas, já existente nas versões anteriores (com Ctrl + T ou “File > New Tab”), agora é possível manter dois diretórios abertos na mesma aba. Para isto, basta apertar F3, que do lado direito irá abrir uma nova instância do Nautilus aberto no mesmo diretório em que você já estava. Esta opção é ideal para fazer cópias de arquivos de maneira mais rápida em seu próprio computador, em rede, ou até mesmo via FTP. Sim, o Nautilus acessa FTP. Basta ir em “File > Connect to Server…”. Lembre-se que no Nautilus é possível mudar o tamanho e a forma de visualização dos icones, acertando nos botões que se encontram na tela ou apertando Ctrl e girando o scroll do mouse para cima, para ampliar, ou para baixo, para diminuir o tamanho dos icones; ou Ctrl + 1 para visualição de icones, Ctrl + 2 para visualização em forma de lista ou Ctrl + 3 para visualização compacta, usando icones pequenos.
Como prometido pela Canonical, a inicialização do Ubuntu 10.04 está realmente muito mais rápida.
Quem manipula imagens no Ubuntu, deve ter notado que nesta versão não encontramos o GIMP. A Canonical já havia informado anteriormente que o The Gnome Image Manipulator – GIMP, não estaria presente nesta nova versão. Caso queira / precise instalar, basta acessar o menu Applications e acessar a opção Ubuntu Software Center e procurar pelo GIMP. Na central de softwares do Ubuntu é possível encontrar diversos outros softwares bacanas para seu sistema operacional. Pode-se também abusar do terminal de comando. Basta abrir seu terminal (Applications > Accessories > Terminal), digitar o comando sudo apt-get install gimp, confirmar e esperar que o Ubuntu faça o restante por conta.
Esta versão do Ubuntu está mais integrada com seus softwares padrões, e vem pronto para a utilização para a web, com o gerenciador de emails Evolution, o cliente de mensagens instantâneas multiprotocolo Empathy e o Gwibber para gerenciar contas em microblogs. Na minha opinião, são softwares fracos, cumprem o mínimo do que se espera para as funções das quais são designadas a fazer. Não uso nenhum e não recomendo a utilização dos mesmos. Para estas funções existem diversos outros softwares que você encontra na central de softwares do Ubuntu, como o KMess, aMSN, Pidgin, emesene (projeto brasileiro), como mensageiros instantâneos, alguns são multiprotocolos, outros acessam apenas a rede MSN/WLM. Lógico, além destes citados existem muitos outros, é questão de procurar, testar e escolher seu favorito. Isto é Software Livre. Você testa e usa aquele se adapta às suas necessidades e atenda seu gosto.
Outra coisa negativa que notei nesta versão é que ela não está montando automaticamente nenhum tipo de unidade de disco, seja ela removível (pendrive, por exemplo) ou fixa (HD secundário, por exemplo). Não sei se é algum bug que possa ser resolvido com atualizações futuras, ou se é realmente um vacilo da Canonical e será resolvido apenas na próxima versão, 10.10, prevista para Outubro. O que posso fazer, no mínimo, é ensinar a montar estes dispositivos via comando de texto, num próximo artigo, onde vou aproveitar para ensinar como manter estes dispositivos montados automaticamente.




Meu nome é Julio Cesar de Faria, tenho 24 anos e sou formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda.

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Para quem não leu de manhã: Minha resenha sobre o novo Ubuntu 10.04 no #jcfariaLog http://bit.ly/bA6aXa
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